É incrível quando há aqueles dias em que a gente acha que nada acontece na nossa vida e que não temos nada, quando ao mesmo tempo sabemos que temos tudo que precisamos.
Foram cinco dias tão bem aproveitados, de uma paz quase nunca antes vista, que quando acabou deu um choque, tipo o térmico. Mas a temperatura naquele momento não fazia a menor diferença. O foda é descobrir como é a minha paz e não poder vivê-la sempre.
Esses momentos quando a gente vê a vida dos outros dando certo e a nossa parada no mesmo lugar dão uma aflição gigante. Mas esse negócio de as coisas darem certo pros outros é relativo. O que é pra mim não é pra ti.
O que é pra mim?
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Ever
Estava pintando a unha e ouvindo Dead Fish. Muito under.
Depois que virei Mãe! é meio estranho fazer esse tipo de coisa, parece que tenho a obrigação de estar sempre em volta da Clarice, fazer as coisas só para ela. A vida antes dela parece artificial, parece que era um ensaio, um brincar de viver. Não era dona da minha situação. Era tudo faz de conta. Daí quando me pego fazendo esse tipo de coisa, pintar as unhas, com os pés pra cima, cantarolando, me sinto meio culpada.
A primeira vez que saí de casa sem a Clari, foi tipo "peraí, esqueci alguma coisa...." Esse desapego é complicadíssimo, é como se a Clarice fosse parte física de mim, sabe? É muito, mas muito mais que amor a palavra para descrever o sentimento. Eu já tentei um bocado de vezes achar uma palavra que descreva o que há entre mim e ela. Amor é apelido.
Agora eu sou dona de 2 situações. Ever.
Depois que virei Mãe! é meio estranho fazer esse tipo de coisa, parece que tenho a obrigação de estar sempre em volta da Clarice, fazer as coisas só para ela. A vida antes dela parece artificial, parece que era um ensaio, um brincar de viver. Não era dona da minha situação. Era tudo faz de conta. Daí quando me pego fazendo esse tipo de coisa, pintar as unhas, com os pés pra cima, cantarolando, me sinto meio culpada.
A primeira vez que saí de casa sem a Clari, foi tipo "peraí, esqueci alguma coisa...." Esse desapego é complicadíssimo, é como se a Clarice fosse parte física de mim, sabe? É muito, mas muito mais que amor a palavra para descrever o sentimento. Eu já tentei um bocado de vezes achar uma palavra que descreva o que há entre mim e ela. Amor é apelido.
Agora eu sou dona de 2 situações. Ever.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
É azeda
O que dizer quando ninguém entende a gente? Papo de gente não-careta com problemas 'adolenscênticos', que a gente carrega pro resto da vida. Somos sozinhos no mundo, cara. Só a gente se entende mesmo. E não adianta nem aqueles diálogos eternos.
O grande problema é que o mundo inteiro quer a compreenção do mundo inteiro. Meus motivos não são os mesmos que os teus, nem meus anseios, nem a minha mais profunda e escondida verdade. A verdade não existe, porque a minha é diferente da tua.
E aí depois disso tudo, como juntar os trapos? Como conseguem viver eternos 50 anos juntos se há enormes diferenças? E como engolir aquele sapo do tamanho do céu, dizer 'sim, te perdoo meu amor' e virar pro lado e dormir sereno?
Cara, a vida é uma grande mentira em que a gente mesmo mergulha e fica lá se enganando. Eu acredito que ninguém, NiNGUÉM, nesse mundo fala 50% do que pensa, a gente fica lá devaneando, mas na hora de colocar pra fora, metade a gente engole de volta e finge que não pensou naquilo. É fato. Vejo por mim e pela leitura que faço de algumas pessoas que transparecem o que são pelos olhos.
Não é falsidade, inverdade eu fingimento, é simplesmente fato! É a vida, é azeda. Mas a gente engole.
O grande problema é que o mundo inteiro quer a compreenção do mundo inteiro. Meus motivos não são os mesmos que os teus, nem meus anseios, nem a minha mais profunda e escondida verdade. A verdade não existe, porque a minha é diferente da tua.
E aí depois disso tudo, como juntar os trapos? Como conseguem viver eternos 50 anos juntos se há enormes diferenças? E como engolir aquele sapo do tamanho do céu, dizer 'sim, te perdoo meu amor' e virar pro lado e dormir sereno?
Cara, a vida é uma grande mentira em que a gente mesmo mergulha e fica lá se enganando. Eu acredito que ninguém, NiNGUÉM, nesse mundo fala 50% do que pensa, a gente fica lá devaneando, mas na hora de colocar pra fora, metade a gente engole de volta e finge que não pensou naquilo. É fato. Vejo por mim e pela leitura que faço de algumas pessoas que transparecem o que são pelos olhos.
Não é falsidade, inverdade eu fingimento, é simplesmente fato! É a vida, é azeda. Mas a gente engole.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
De volta
E aí que eu tenho mil coisas pra dizer pra todo mundo, mas perdi o jeito. Cadê aquela insensatez de menina que nunca se calava? Letras e mais letras que roubavam a minha voz e nunca se calavam. Sabe, a gravidez te deixa meio burrinha, mas a maternidade atrofia os neurônios cool que existem, daí o tempo que sobra te faz ligar a tv naquele canal nada cool de '' fulano ta chifrando a beltrana'' e é só isso que te resta. Mas, ah! Eu não nasci pra deixar panelas brilhando e alguma hora eu tinha que voltar a minha realidade verdadeira. Voltar a escrever as coisas que eu amo e tudo o que eu vivo.
Me inspirei em anacanas.com.br, esse doce azedume. Espero que meus dias melhorem a partir daqui e que a nuvenzinha da discórdia vá embora.
Me inspirei em anacanas.com.br, esse doce azedume. Espero que meus dias melhorem a partir daqui e que a nuvenzinha da discórdia vá embora.
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