quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Que eu entrego os pontos"

Eu me conheço e sei o que pensaria em qualquer situação.
Hoje foi, está sendo, um dia daqueles em que ninguém está pra mim. Celulares deveriam ser extintos por alguns dias, só para as pessoas perceberem o quão importante é atender a porcaria do telefone.
Então pra fugir do tédio eu peguei "A morte de Ivan Ilitch" na biblioteca da faculdade. É considerada uma das melhores novelas de Tolstói, então que valha a pena ler. É o que me resta depois de ouvir meu Professor Doutor Grande Bosta falar em alto e bom tom "agora eu fatoreio..." e depois, "os cachorro".
É uma pena que a cultura, a boa educação e o uso do celular não chame a atenção das pessoas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Procura-se.

Era ela descendo as escadas e ele subindo a rua. Ela podia ter descido as escadas a qualquer hora da tarde, assim como ele também não tinha horário certo pra passar ali. Mas sim, eles se encontraram bem no meio do caminho. Ela quase de quatro no chão da rua e ele comendo alguma coisa que ela não se recorda. Talvez estivessem os dois procurando a mesma coisa, a felicidade.
Ela que deveria ser vendida empacotadinha como salgadinhos em uma prateleira, com cores diferentes e diversos sabores. Ela que deveria ser o motivo da vida de todo o mundo. Mas na verdade ela se tornou o que todo mundo fala, lê e procura. Já virou moda, já esgotou as rodas de conversas. A verdade é ninguém nunca encontrou a felicidade completa. Pois se fosse eu a premiada, já teria saído por aí distribuindo cápsulas com a minha fórmula da felicidade em postos de saúde.
Coitados dos que pensam que escrever um livro com o título "10 maneiras para ser feliz", estão ajudando alguém. Seguir 10 regras não faz de ninguém melhor ou pior. Não faz nada, na verdade. E pior ainda, coitados dos que pensam que ler esse tipo de literatura faz da vida uma festa de Rock'n Roll. Mas eu ainda tenho que terminar meu aprendizado sobre "cada um tem um jeito de ser feliz, aceite isso!!!". Mas estou quase no fim desse meu estudo humanístico.
Não dá mais pra viver vendo as pessoas acreditando que a felicidade se compra. Quem foi que disse isso pela, primeira vez??? Que nem disse Chico uma vez "você que inventou esse estado, inventou de inventar toda a escuridão".
E se alguém aí tiver uma idéia, bem real de felicidade, me avise.
Eu também a procuro.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Prazer, eu sou a Luíza.

E mesmo as coisas acontecendo super rápido, eu ainda consigo acreditar que é real. Apesar de estar longe de tudo, de fazer as coisas sem pensar muito e ao mesmo tempo sem desviar o pensamento nem por um segundo daquilo que me cerca. Eu ainda acredito. E mesmo com pensamentos alheios que não condizem com a minha realidade, com aquilo que eu vivo agora, eu me permito acreditar naquilo que me dizem e que eu esperei por tempos ouvir. Há tempos que parece que ninguém quer te ajudar, as pessoas não pensam em te fazer bem, fazem questão de dizer a verdade na nossa cara e não medem nem palavras, nem esforços pra fazer com que a realidade fique sentada na nossa frente nos encarando, como quem diz "e aí? não vai voltar à vida real?"
A verdade é que as pessoas que nos cuidam estão sempre alí, mostrando o que é certo e o que não é, mas não percebem que machucam ao falar sem escrúpulo algum. Eu sei que não torcem pras coisas darem errado, mas não ajudam para darem certo.
A outra verdade é que eu voltei, mesmo esquisita como alguns já me disseram. Diferente sim! Porque a gente cresce e os pensamentos evoluem e ficar de cretinices e sacanagens pro meu lado já não é mais tolerável. E dizer a verdade agora se tornou super importante pra mim. Se já não se importam com o que eu acho e penso, eu não tenho porque ser tão generoza.
E se eu tiver que mandar lá pra longe, pode ter certeza que eu vou mandar. Muito prazer.