segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parecer Descritivo

"É uma criança muito alegre, risonha, doce"
É minha.
É meu o parecer.



Hoje chegou pra mim o primeiro parecer descritivo da Clari, o primeiro boletim, a primeira nota azul, o primeiro A, a primeira estrelinha. Há um ano atrás eu não imaginava nem um terço disso tudo. Ela é melhor que o melhor dos meus sonhos, é mais linda que a rosa mais linda.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

-Ai ai.. tem alguma coisa faltando sabe. Um pingo no i.
-Super odeio ser humano que sempre acha que está faltando alguma coisa na vida, coisa chata. Porque sempre melhora de um lado, mas piora de um outro. É aquela história de sempre querermos mais e mais. A gente sempre acha um problema depois de resolver um. Dizer que está na correria e que não tem tempo pra mais nada deixa até a respiração das pessoas mais ofegante, como se ter o dia ocupado, a vida ocupada, fosse algo muito grandioso. Ocupada de quê? É igual a falar e não dizer nada.
-Mas então, está faltando algo. Melhorou de um lado, mas daí achei uma bronca do outro... Está faltando alguma coisa nessa vida. Não é uma máquina de lavar, não é a meu apartamento nem meu vans preto com branco. É muito mais que qualquer amendoim japonês. É aquela respiração acelerada, aquele frio na barriga. Aquele digo ou não digo. Mentir querendo dizer a verdade só pra fazer charme.
-Sabe porque a gente nunca chega lá? Por que quando chegamos lá inventamos outro lá para chegarmos.


sexta-feira, 14 de maio de 2010

E ponto

Mas que maldito ajojamento master que insiste em me acompanhar há dias. Cara, tpm é uma merda. E essas porcarias desses remédios ajudam mais ainda a ficarmos assim. Olhar pra cara de algumas pessoas é um sacrifício enorme. O fato de saber que existem certas coisas e pessoas já acaba com o meu dia. Black é a palavra, nada inspira, nada ajuda e algumas situações só fazem piorar. A impresora trancando papel parece o fim do mundo, daí surgem aquelas milhares de perguntas auto-flagelantes (e que se foda a nova regra de acentuação para hífens!) e te deixa pior ainda. Dias de raiva, muita reiva do mundo, raiva daquilo que eu amo, daquilo que não pode ser. Saudade daquilo que não pode ser. O poder é todo relativo e esse blog é todo meu. Escrevo pra mim, escrevo pq me faz bem, escrevo só pra mim, pq só eu me entendo e fim.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vou no circo

E queria que toda a infância estivesse lá, toda a pureza das crianças pintada de vermelho num palco que não é faz de conta, é a vida gritando : me deixe entrar!!!! Vestir fantasias e viver a vida real, colocar uma máscara que não é falsa, que não cai, que é mar. Onde só os ricos de espírito entrassem. Queria sentar e escrever, escrever, e publicar e publicar e escrever de novo. As coisas não só só amendoim japonês, elas ardem. Queria eu, pegar a Clarice pelo braço e colocá-la no caminho certo pra nunca mais voltar ao errado, queria tirar o amargo da vida, o choro da vida, a tal bolha hermética é isso... Tudo hermética e milimétricamente no seu lugar. Tudo volta ao seu lugar. E imaginar bobagens, e escrever bobagens e publicar só pra eu ler.
Queria que lá a solidão fosse boa companhia e queria ficar desenhando e recortando meus vestidos.
Saber que eu nunca estarei só é um conforto. São coisas que só eu sei, aquelas de sempre