segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Viva o amor próprio

E lá se vai mais um pingo de paciência. Agora faltam poucos pro copo transbordar. A estupidez humana não tem limite, e esse amor que eu sinto pela Clari não é igual ao de todas as mães do mundo. Algumas não tem nem amor próprio, quanto mais pelos seus. Nunca vou admitir magoar minha filha, falar coisas da boca pra fora e nem desculpas pedir. Deixar que se foda? Jamais.
O lógico para mim é fazer bem aos meus, justamente porque me pertencem. Eu tenho a felicidade dela na mão e nunca vou jogar isso fora.

domingo, 4 de julho de 2010

Vamos entender o cubismo


E vou entender o que eu quero, será que era isso que eu queria e nunca soube? E soube só agora, e tão tarde? Ok, nenhum segundo vivido é perdido, por mais que pensemos o contrário. Estou sentindo como se partisse do zero agora, como se o começo de tudo fosse agora e do ontem nem sei.
E vamos entender o impressionismo e todas aquelas bienais vistas com olhos fechados. A arte de viver é a melhor de todas, mas vou saber de todas elas. Aquelas Alices in Wonderlands que não engulo até hoje e tudo demais que há nesta vida.
Escrever é o que eu quero pra sempre e ever e ever. Vou entender todas aquelas letras, aqueles palcos, aquelas roupas. Perder a vergonha de tudo, continuar sentindo vergonha alheia (a mentira é feia, gata!).
Continuar querendo a sorte de uma amor tranquilo.
E que god me ajude a subir este novo degrau. O que só eu sei, só eu sei.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Parecer Descritivo

"É uma criança muito alegre, risonha, doce"
É minha.
É meu o parecer.



Hoje chegou pra mim o primeiro parecer descritivo da Clari, o primeiro boletim, a primeira nota azul, o primeiro A, a primeira estrelinha. Há um ano atrás eu não imaginava nem um terço disso tudo. Ela é melhor que o melhor dos meus sonhos, é mais linda que a rosa mais linda.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

-Ai ai.. tem alguma coisa faltando sabe. Um pingo no i.
-Super odeio ser humano que sempre acha que está faltando alguma coisa na vida, coisa chata. Porque sempre melhora de um lado, mas piora de um outro. É aquela história de sempre querermos mais e mais. A gente sempre acha um problema depois de resolver um. Dizer que está na correria e que não tem tempo pra mais nada deixa até a respiração das pessoas mais ofegante, como se ter o dia ocupado, a vida ocupada, fosse algo muito grandioso. Ocupada de quê? É igual a falar e não dizer nada.
-Mas então, está faltando algo. Melhorou de um lado, mas daí achei uma bronca do outro... Está faltando alguma coisa nessa vida. Não é uma máquina de lavar, não é a meu apartamento nem meu vans preto com branco. É muito mais que qualquer amendoim japonês. É aquela respiração acelerada, aquele frio na barriga. Aquele digo ou não digo. Mentir querendo dizer a verdade só pra fazer charme.
-Sabe porque a gente nunca chega lá? Por que quando chegamos lá inventamos outro lá para chegarmos.