domingo, 17 de agosto de 2008

"Alguém pode vir até aqui pra me olhar? Eu quero me mostrar pra alguém, mostrar o que eu estou sentindo e que está exalando aqui, até está escrito na minha testa, eu só preciso que alguém me olhe e me diga que eu estou certa. Há tempos que eu não explodo de felicidade, faz faltar sentir essa sensação que te destrói de amor por dentro. Está tão distante... É tanta raiva, filho da puta. Que vida é essa que eu não posso ter quem eu quero aqui comigo? Que merda de sentimento me faz seguir adiante com essa porcaria de ilusão, viver de "um dia vamos ser felizes...." não serve pra mim. Eu quero é briga toda hora, chocolate no fim de semana, almoço de 5 minutos com quem eu gosto do meu lado. Quem foi que alimento aquela idéia na minha cabeça de que ele poderia ser meu um dia? Rá! Eu mesma! Que maldito dia foi aquele em que eu coloquei os olhos onde não devia? Que porcaria de vontade é essa que está toda a hora do meu lado e não me larga nunca? Quem que inventou essa coisa de gostar da dificuldade? Se eu não gostasse de dificuldade não estaria aqui agora me culpando por uma coisa que não pode ser.
Ela é tão burra, imbecil, cega de coração que não vê o que acontece na própria vida. Será que essa hgggmmm não sabe que isso não tem mais volta não? Será que ela nunca vai aceitar a vida dela como ela é, tão triste e tão solitária? Foi assim que foi escolhido pra ti baby, não queira lutar contra isso. Apenas se entorpeça de tristeza quando for necessário. Não queira levar uma vida normalzinha, daquelas de chocolate aos finais de semana porque isso não é pra ti."

terça-feira, 1 de julho de 2008

Estrela, Estela.

Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer?

KeK

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Rosa


A Rosa era a Rosa mais linda. Isso dizia sua mãe, que lhe dera esse nome por causa das rosas. Ganhou rosas de seu primeiro namorado, com quem se casou. Entrou na igreja com rosas vermelhas e passava a vida a pintá-las em simpáticos quadros.Isso tudo colaborou para a escolha do nome de sua filha.
Rosa tinha as bochechas rosadas e os cabelos da cor do sol que se põe. Adorava sua roupa de bailarina, rosa, que sua mãe fizera para a primeira apresentação dela na escola, ainda bem pequena. Rosa queria lembrar-se desse dia em que desfilou pela rua de casa com sua roupa de bailarina, mas era criança demais, nem falava ainda. Hoje Rosa fala pelos cotovelos.
Rosa adorava laranja, tanto que pediu para sua mãe pintar flores desta cor na parade de seu quarto.
Rosa adorva Amarelo, seu urso de estimação, de sorte, de dormir, de todos os lugares onde ela ia.
Rosa adorava o branco do tapete de seu quarto, coisa que sua mãe detestava. A mãe de Rosa adorava essas coisas de moda e nessa época os ácaros estavam na moda. Era isso que a fazia detestar o tapete.
Os anos sempre passavam e as bochechas de Rosa continuavam rosadas. Quando ela ficava envergonhada então... Parecia que ia explodir de tanto vermelho em seu rosto. Os anos foram passando e Rosa não deixou que sua mãe mudasse uma flor de lugar em seu quarto, que tinha a mesma cara desde que Rosa nascera.
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Um belo dia Rosa cresceu.
"As crianças nunca deveriam crescer!", dizia sua mãe. "As mães não deveriam existir!", dizia Rosa. As coisas foram ficando difíceis naquela casa. Rosa pintou a parece de branco, manteve o tapete branco e jogou Amarelo em um armário.
"Desde o dia em que Rosa jogou Amarelo no armário as coisas mudaram. Espero que ela não se lembre que a roupa de bailarina está atrás da cama, perdida."

terça-feira, 6 de maio de 2008

As lágrimas agora têm um gosto diferente.