Hoje faltam 25 dias pro dia previsto. O dia que eu mais esperei na vida até agora, muito mais que aqueles natais que nunca chegavam, e eu só olhando aqueles presentes embrulhados embaixo da árvore. Parando para ver tudo que aconteceu de setembro pra ca parece que se passou uma década, muita coisa louca aconteceu. Mas o mais louco é ver agora que tudo isso é verdade e que a Clarice está chegando, de verdade. Até os primeiros movimentos dela aqui dentro, parecia que era tudo mentira e que o dia não ia chegar nunca. E agora a ansiedade é gigante...
Não vejo a hora de conhecer a pessoinha mais fofa deste mundo!! Sinto que o dia em que ela chegar a minha vida vai começar de verdade e tudo que aconteceu até aqui vai parecer um mero ensaio pra realidade, um esboço da vida real. Então que venham com tudo esses novos tempos pra eu descobrir 'que mistérios tem Clarice'.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
À Clarice (ou Pedro Ernesto)
É estranho compreender o quanto a vida passa e o quanto a gente aprende em tão pouco tempo. Foi isso que me trouxe até aqui de volta. Sempre foi aqui o lugar onde eu encontrava uma saída momentânea da vida, quando não tinha nada a fazer senão escrever.
O tempo que passou desde o último post não é tão grande, mas as coisas que aconteceram são imensas, imensuráveis. E as coisas que têm acontecido estão fazendo eu virar gente grande. É como se eu tivesse comprado aquele livro de auto-ajuda “Como virar gente grande em 5 meses”. A diferença é que agora ele pode ser escrito por mim mesma.
Eu quero achar a resposta para aquela pergunta: “Por que?” O porquê que as coisas acontecem do jeito que acontecem. Eu quero chegar àquela etapa da vida em que a gente começa a encontrar as respostas pras coisas do passado. Dizem que os fins justificam os meios, e é bem isso que eu quero que aconteça comigo. Pode até ser quando eu estiver lá na fila para falar com São Pedro, mas quero todas as minhas respostas.
Ontem, conversando com uma pessoa que ouviu o que eu tinha a contar, eu ouvi umas frases, que até então não tinham significado na minha vida e que me fizeram pensar. “O sexo é a semente, o amor é a flor e o poder de gratidão e de perdão é o aroma”. Seguindo o que eu ouço o Amarante cantar agora, “deixa evaporar...”.Saber deixar evaporar, saber deixar o orgulho e a dor de lado e saber perdoar. Nesse momento posso dizer que essa é a maior das virtudes, é a coisa mais humana que alguém pode fazer. E é tendo essa convicção agora, que eu digo pra mim mesma que eu tenho que ter essa virtude em mim, e o quanto antes, mas ainda não aprendi a perdoar. Na verdade o que eu preciso fazer não é aprender a perdoar, é saber deixar algum sentimento de lado (que eu ainda não sei o nome) pra voltar a viver com a sensação de felicidade que existia em mim até alguns dias atrás.
A reação que eu tive na situação que ocorreu me faz entender agora aquilo que todo mundo diz, que mãe é mãe, que mãe entende, que mãe perdoa, que mãe faz tudo por um filho. É incrível a força que vem não sei da onde, e que te da coragem pra seguir em frente sem perder a cabeça, que te faz pensar primeiro nele, no bem dele, por mais que tu tenhas que sofrer. Pra mim a chegada do meu filho na minha vida significa isso, aprender a compreender mais as pessoas e não pensar só em mim, saber que todo mundo erra e que todo mundo tem direito a ouvir um “sim, eu te desculpo”, por mais que isso que doa.Em outros tempos eu teria saído enlouquecida daquele lugar, xingando Deus e todo o mundo, mas me reservei apenas em chorar. Mesmo sabendo que isso não estava sendo legal pro meu bebê. E eu sei que ele sabe que é só pela chegada dele que eu estou aqui e que continuarei segurando as pontas.
O tempo que passou desde o último post não é tão grande, mas as coisas que aconteceram são imensas, imensuráveis. E as coisas que têm acontecido estão fazendo eu virar gente grande. É como se eu tivesse comprado aquele livro de auto-ajuda “Como virar gente grande em 5 meses”. A diferença é que agora ele pode ser escrito por mim mesma.
Eu quero achar a resposta para aquela pergunta: “Por que?” O porquê que as coisas acontecem do jeito que acontecem. Eu quero chegar àquela etapa da vida em que a gente começa a encontrar as respostas pras coisas do passado. Dizem que os fins justificam os meios, e é bem isso que eu quero que aconteça comigo. Pode até ser quando eu estiver lá na fila para falar com São Pedro, mas quero todas as minhas respostas.
Ontem, conversando com uma pessoa que ouviu o que eu tinha a contar, eu ouvi umas frases, que até então não tinham significado na minha vida e que me fizeram pensar. “O sexo é a semente, o amor é a flor e o poder de gratidão e de perdão é o aroma”. Seguindo o que eu ouço o Amarante cantar agora, “deixa evaporar...”.Saber deixar evaporar, saber deixar o orgulho e a dor de lado e saber perdoar. Nesse momento posso dizer que essa é a maior das virtudes, é a coisa mais humana que alguém pode fazer. E é tendo essa convicção agora, que eu digo pra mim mesma que eu tenho que ter essa virtude em mim, e o quanto antes, mas ainda não aprendi a perdoar. Na verdade o que eu preciso fazer não é aprender a perdoar, é saber deixar algum sentimento de lado (que eu ainda não sei o nome) pra voltar a viver com a sensação de felicidade que existia em mim até alguns dias atrás.
A reação que eu tive na situação que ocorreu me faz entender agora aquilo que todo mundo diz, que mãe é mãe, que mãe entende, que mãe perdoa, que mãe faz tudo por um filho. É incrível a força que vem não sei da onde, e que te da coragem pra seguir em frente sem perder a cabeça, que te faz pensar primeiro nele, no bem dele, por mais que tu tenhas que sofrer. Pra mim a chegada do meu filho na minha vida significa isso, aprender a compreender mais as pessoas e não pensar só em mim, saber que todo mundo erra e que todo mundo tem direito a ouvir um “sim, eu te desculpo”, por mais que isso que doa.Em outros tempos eu teria saído enlouquecida daquele lugar, xingando Deus e todo o mundo, mas me reservei apenas em chorar. Mesmo sabendo que isso não estava sendo legal pro meu bebê. E eu sei que ele sabe que é só pela chegada dele que eu estou aqui e que continuarei segurando as pontas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
É agora que se entende o amor
Depois de tanto tempo longe daqui, tentando me esconder nas coisas que eu escrevia e achando que era tudo que eu tinha pra viver, eu volto. Depois de ter passado por todas as sensações que o ser humano pode passar, depois de sentir medo, vergonha, fracasso, de sentir que a vida acabou e de não acreditar, eu estou aqui. Pra dizer que eu achei a explicação sobre felicidade que eu escrevi há um tempão atrás aqui. A felicidade existe e está, literalmente, dentro de mim. É uma felicidade que vem acompanhada de medo, muuuuuito medo senhores, mas eu tenho certeza que nunca mais as lágrimas vão cair sozinhas, por egoísmo meu, por me achar o centro do mundo e achar meus problemas os maiores do mundo. Nunca mais uma lágrima vai cair sozinha... Nunca mais eu vou ser exclusiva na vida Dele. Nunca mais eu vou sair sozinha na rua no domingo pra tomar um chimarrão. Eu não estou mais sozinha, há uma vida aqui me acompanhando.
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Quer entender a felicidade que tanto se vende na tv e que tantos buscam? Quer saber onde se encontra um amor do tamanho do infinito?
Tenha um filho!
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Quer entender a felicidade que tanto se vende na tv e que tantos buscam? Quer saber onde se encontra um amor do tamanho do infinito?
Tenha um filho!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Vocação para o fundo do poço
"Se girar é a única coisa que resta a um moinho, escrever é a única coisa que me resta. É como se existisse aqui perto uma vocação pra sofrer, é ouvir que o cinismo é o que resta e se identificar com isso. É sentir vontade de sentir-se a pior pessoa do universo, sem saber o porquê. É gostar de ouvir que estar só é a única coisa sobre o que ela sabe.
Quando ela abriu aquele caderno e despejou tudo o que estava engasgado junto com aquele drink paraguaio ela se debulhou em lágrimas, como se isso fosse muito para ela. É como se cada letra escrita e engolida com um soluço surdo fosse o máximo onde ela fosse chegar, sejamos francos: como ela sonha em chegar ao fundo do poço.. não é nem sonho de sonho, é sonho acordado com medo de não ser feliz ao lado dele. Daqueles que se vê em um filme onde a mocinha não fica com o mocinho no final.
É aí que ela se ilude! Se ilude com o que não deveria. Mas isso porque ela não é uma mocinha, pois uma mocinha se iludiria com um cara de 1,80m com uma boa 'arte' no corpo. Só que ela se ilude com o pesar. Ora, ela sempre acha que o pior vai acontecer. Tem vocação pra viciada com causa. É sem fundamento, sem sentido ela pensar isso da vida dela. Claro que ela sabe disso, mas é o famoso pé atrás e ela tem os dois lá atrás.
Um dia o psiquiatra dará alta para ela "
Clarice disse uma vez que nunca revisou um texto sequer. Um viva para Clarice!! (e seu anel triplo)
Quando ela abriu aquele caderno e despejou tudo o que estava engasgado junto com aquele drink paraguaio ela se debulhou em lágrimas, como se isso fosse muito para ela. É como se cada letra escrita e engolida com um soluço surdo fosse o máximo onde ela fosse chegar, sejamos francos: como ela sonha em chegar ao fundo do poço.. não é nem sonho de sonho, é sonho acordado com medo de não ser feliz ao lado dele. Daqueles que se vê em um filme onde a mocinha não fica com o mocinho no final.
É aí que ela se ilude! Se ilude com o que não deveria. Mas isso porque ela não é uma mocinha, pois uma mocinha se iludiria com um cara de 1,80m com uma boa 'arte' no corpo. Só que ela se ilude com o pesar. Ora, ela sempre acha que o pior vai acontecer. Tem vocação pra viciada com causa. É sem fundamento, sem sentido ela pensar isso da vida dela. Claro que ela sabe disso, mas é o famoso pé atrás e ela tem os dois lá atrás.
Um dia o psiquiatra dará alta para ela "
Clarice disse uma vez que nunca revisou um texto sequer. Um viva para Clarice!! (e seu anel triplo)
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