sexta-feira, 14 de maio de 2010

E ponto

Mas que maldito ajojamento master que insiste em me acompanhar há dias. Cara, tpm é uma merda. E essas porcarias desses remédios ajudam mais ainda a ficarmos assim. Olhar pra cara de algumas pessoas é um sacrifício enorme. O fato de saber que existem certas coisas e pessoas já acaba com o meu dia. Black é a palavra, nada inspira, nada ajuda e algumas situações só fazem piorar. A impresora trancando papel parece o fim do mundo, daí surgem aquelas milhares de perguntas auto-flagelantes (e que se foda a nova regra de acentuação para hífens!) e te deixa pior ainda. Dias de raiva, muita reiva do mundo, raiva daquilo que eu amo, daquilo que não pode ser. Saudade daquilo que não pode ser. O poder é todo relativo e esse blog é todo meu. Escrevo pra mim, escrevo pq me faz bem, escrevo só pra mim, pq só eu me entendo e fim.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vou no circo

E queria que toda a infância estivesse lá, toda a pureza das crianças pintada de vermelho num palco que não é faz de conta, é a vida gritando : me deixe entrar!!!! Vestir fantasias e viver a vida real, colocar uma máscara que não é falsa, que não cai, que é mar. Onde só os ricos de espírito entrassem. Queria sentar e escrever, escrever, e publicar e publicar e escrever de novo. As coisas não só só amendoim japonês, elas ardem. Queria eu, pegar a Clarice pelo braço e colocá-la no caminho certo pra nunca mais voltar ao errado, queria tirar o amargo da vida, o choro da vida, a tal bolha hermética é isso... Tudo hermética e milimétricamente no seu lugar. Tudo volta ao seu lugar. E imaginar bobagens, e escrever bobagens e publicar só pra eu ler.
Queria que lá a solidão fosse boa companhia e queria ficar desenhando e recortando meus vestidos.
Saber que eu nunca estarei só é um conforto. São coisas que só eu sei, aquelas de sempre

domingo, 2 de maio de 2010

Tudo que se tem na vida...


...é o que se tem agora.
Depois de a maré tem baixado e eu ter entendido que o que resta é rir de tudo mesmo, eu vejo que só o que me resta agora é o que está acontecendo neste segundo e nada é acumulativo. Do segundo anterior eu nem lembro porque só o que ficam são as coisas boas, as verdades, as sinceridades. O engano é da vida, o errar é da vida, a falsidade eu não sei...
Nada daqui a gente leva, nem o que é ruim, muito menos o que é bom. O pensamento positivo tem uma força que a gente nem imagina, então positive-se.
Eu só vou curtir o meu cheirinho, a minha flor, a minha pequena. Só vou curtir o meu eterno segundo e que esse mundo melhore pra quando a Clari tiver que encará-lo, ou melhor, que ainda exista mundo.
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Aquela máxima de que a gente cria os filhos pro mundo e não pra gente teve sentido hoje. A autonomia vem cedo de mais. Um único ato da Clarice de pegar a colher da minha mão e comer sozinha me fez sentir um nada. É tudo muito rápido, muito estranho. Quero que passe tudo muito devagar, quero ter todas as lembranças, principalmente aquelas que nem uma câmera conseguem gravar. Aquela primeira mordidinha dela no meu queixo será inesquecível. Amor é pouco pra chamar. Mas enquanto não inventam uma palavra que signifique algo maior que amor eu vou dizendo e escrevendo essa mesma.
E só eu sei.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Hein?

É incrível quando há aqueles dias em que a gente acha que nada acontece na nossa vida e que não temos nada, quando ao mesmo tempo sabemos que temos tudo que precisamos.

Foram cinco dias tão bem aproveitados, de uma paz quase nunca antes vista, que quando acabou deu um choque, tipo o térmico. Mas a temperatura naquele momento não fazia a menor diferença. O foda é descobrir como é a minha paz e não poder vivê-la sempre.

Esses momentos quando a gente vê a vida dos outros dando certo e a nossa parada no mesmo lugar dão uma aflição gigante. Mas esse negócio de as coisas darem certo pros outros é relativo. O que é pra mim não é pra ti.
O que é pra mim?