quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Saudade da havaianas lilás

Férias são para isso: parar o tempo e rever lembranças que já estavam enfiadas na gaveta, mofando. Daí que as coisas que eu via antigamente pararam no tempo, ficaram lá atrás. Mas ainda tenho saudade dos contos.

"Mya era o que o braço mostrava: uma lâmpada cheia de ideias, ainda mais quando ficava ouvindo Nara Leão embaixo do lençol. Parecia que tudo mudava, que a lâmpada acendia. Nunca se conformou com seu cabelo quase branco e com uma altura que negava escadas, era esguia.
A calefação europeia fazia com que ela se esquentasse apenas com um lençol bordado há muitos anos a pedido de sua mãe. Eram os anos 90 e ouvia Nara em um walkman. Mas nada superava sua loucura por amar demais.
Mya era chamada de louca pois no seu último romance tinha invadido a casa do cara com uma cópia da chave original. E o pegou na cama... Sem mais.
Na situação nem Nara pode ajudá-la. Resolveu esconder a lâmpada tatuada que não servia mais e já que não lhe dava ideias, a lâmpada queimou.
Há muito compunha uma música, uns versos, sei lá. Mya tinha uma caidinha pelo o desabamento e isso lhe deu letras que derramavam lágrimas.
Porém, toda a fonte seca. Se tem início tem fim."


Continua (rá?)


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A vida está com sabor de cerveja quente

'O que será que será' que as pessoas andam pensando? Não conhecemos as pessoas, nem aquelas que achávamos que já tínhamos engolido. O sapo ficou grande, a casa caiu.



sábado, 22 de janeiro de 2011

Quanto mede o possível?

Se as coisas estão bem, na medida do possível, estão bem? É uma reposta tão clichê para uma pergunta tão abrangente que fazemos da resposta um vazio para não darmos explicação alguma. Se me perguntarem hoje como as coisas estão eu responderei que estão na medida do impossível, quase alcançando a margem do impossível. Se estivesse dentro de uma possibilidade possível estaria tudo bem, tudo no seu lugar. Mas não está.
Fazer de cada sofrimento uma possibilidade de virar o jogo contra o que me aflige. Pesar os dois lados e ver qual vale a pena seguir. E seguir medindo as coisas, aprender a medir o possível para ver como as coisas estão. E não dar respostas evasivas. Nada de subterfúgios.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Veja você, onde é que o barco foi desaguar...

Insensato coração. Insensato o que a vida faz comigo, caramba porque tem que ser assim?

Aí um dia a vida me ensinou que os desgostos tu nunca esquece, porque eles fazem questão de te lembrar que existem. Mas que insensato.

Nunca vai existir um amor perfeito, pois se for perfeito vamos achar que ele supera qualquer coisa e vamos querer enfrentá-lo colocando mil obstáculos na sua volta. E só veremos que ele não supera tudo quando acabar.

E quando acabar vem um novo amor, que acharemos que é perfeito e eterno e colocaremos mil obstáculos e brigaremos e beijaremos e brigaremos e brigaremos e ele acabará.

Aí surge outro amor.

Fim.